O Apelo Central
Uma liderança europeia para o oceano no século XXI
O Ato é a oportunidade de uma geração – demasiado rara para se reduzir a uma correção técnica. Se bem utilizado, pode dar à Europa uma verdadeira lei para o oceano: uma visão exequível e ambiciosa para a governação europeia do oceano, muito para além de uma reforma da Diretiva do Ordenamento do Espaço Marítimo. O ordenamento do espaço é uma ferramenta indispensável, mas não uma estratégia. Como a lei de enquadramento que poderia ser, o Ato pode colmatar as lacunas que o ordenamento nunca conseguiu:
Conectar. O oceano em todas as políticas
Deixar de tratar o oceano como uma questão setorial. Deve atravessar todo o quadro de políticas – comércio, energia, defesa, alimentação, cultura, digitalização – e ser abordado de forma coerente em todas elas.
Alinhar. Um plano, prazos concretos
Os objetivos da Europa para o oceano estão dispersos pelo quadro de políticas. Reuni-los num único registo hierarquizado, com metas calendarizadas para 2030, 2040 e 2050 e um mecanismo eficaz que as faça cumprir.
Clarificar. Um vocabulário comum
Definir conceitos comuns – de modo a transformar áreas protegidas “de papel” em verdadeiras Áreas Marinhas Protegidas e a fazer com que “economia azul” signifique atividade que regenera o mar, e não que o esgota. Sem eles, 27 Estados-Membros produzem 27 resultados diferentes.
Elevar. Para além do ordenamento do espaço
Partir da Diretiva do Ordenamento do Espaço Marítimo, mas ir mais longe – resolver o seu desajuste com a Diretiva-Quadro Estratégia Marinha, para que a forma como usamos o mar fique finalmente condicionada à recuperação da sua saúde. Uma ferramenta para mapear usos concorrentes passa a ser uma estratégia com rumo e força.
O que o Ato pode oferecer
Para apoiar este apelo, a Fundação, em parceria com a Europe Jacques Delors, produziu seis documentos – os “Building Blocks for an Ocean Act” – que apresentam recomendações, sob cada uma das prioridades do Pacto, sobre aquilo que o Ato pode oferecer.